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Gabriela Macari Ribeiro, 17 anos, acadêmica de Biotecnologia na UFGD, residente em Dourados.

domingo, 27 de novembro de 2011

Ciclo da vida



Quando se é criança e vive no parquinho. Fica horas e horas procurando um jogo ou um amigo pra jogar. Se diverte com coisas bobas, com piadinhas mais engraçadas e se acha o foda em ficar no meio dos adultos. Mas quando se é criança, não se vê a hora de ser adulto. A infância passa. Vem a adolescência. A fase dos amores, dos estudos, das escolhas mais difíceis eu acredito. Fica noites sem dormir, internet até de madrugada, sai com os amigos, alguns bebem, outros fumam. Conhecem pessoas interessantes, se apaixona. Sofre, chora. Acha que o mundo vai acabar, quer fugir de casa, quer morar em outra cidade, quer fugir dos problemas. Cansa de ouvir que seus problemas são pequenos, mas só quem vive um, sabe o quanto dói, o quanto cansa e desgasta. Conhece pessoas novas, pessoas que talvez você leve pra sua vida toda. Não quer ir pra escola. Maldita adolescência. Se perdem amigos para as drogas, outros se perdem para doenças e uns se levam para a vida toda. Mas é a melhor fase não é mesmo? Depois vem a fase adulta. Responsabilidades, deveres, contas pra pagar. Quero voltar pra casa dos pais, ter aquela vida de princesa ou príncipe. Colo da mamãe, por favor. Estudam, trabalham, criam seus filhos, constroem casas, compram seus carros. Alguns vivem da ganância, da angustia, da ignorância. Esquecem de dar valor no amor, na paz, no carinho. Vivem tantos os problemas e parecem que procuram mais. Se afogam em busca de soluções e esquecem de saborear as coisas boas. Quando se é adulto, o medo de errar é ainda maior, você passa a não viver só por você, mas pela sua família também, passa a ser exemplo. E começa a se cobrar, se cobra a perfeição. Para de querer ser perfeito, nunca se é. O importante não é ser o melhor, o importante é fazer direito aquilo que se deve. O segredo não está na velocidade, mas na dedicação. Depois vem a velhice. Alguns tornam-se idosos amargurados. Ignorantes. Outros apenas ficam abandonados de canto. Acredito que a velhice seja a fase que se volta a ser dependente, como eramos quando bebê. Precisa de cuidados e de atenção. Fica ali, lembrando de tudo que viveu e sim, quer compartilhar e precisa de alguém para ouvir. Mas hoje em dia, quem ouve os velhos? Deveriam ouvir, eles são poços de experiencias. Se escutássemos os experientes, poderíamos evitar centenas de problemas que vivemos hoje. A idade, quando chega, faz com que você queira voltar no tempo, pra época das bonecas, da bola e dos parques com balanços. Se olha por onde já se passou quando criança e vive um espaço vazio. Como tudo se perdeu. E existem objetos e olhares que nos fazem apenas voltar.A velhice é o fim do maior ciclo que se conhece até hoje, a vida. E nela que percebemos o valor que as lembranças tem, pois o único modo de viver o que passou, de tornar as pessoas eternas, é relembrando, por isso é importante, guardar coisas boas das pessoas, as ruins também, trazer de experiencia o que o outro viveu. O que se guarda no coração, não morre na mente.A velhice é o ultimo capítulo do melhor livro que podemos fazer. É aonde você começa a dar valor na vida, no seu fim. 

Um comentário:

  1. E se tem alguma coisa que é eterno, são os sentimentos. Você tem se tornado cada vez melhor, pequena. Adorei o texto :)

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