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Gabriela Macari Ribeiro, 17 anos, acadêmica de Biotecnologia na UFGD, residente em Dourados.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

PALAVRAS QUE MACHUCAM


Pensei que já tinha conhecido de tudo. Provado de todos os sabores e por isso não queria mais saber de nada, de ninguém. Sabia que por algum motivo, eu preferia ficar sozinha e a minha ideia ruim quanto a relacionamentos fazia cada vez mais sentido. Quando se tratava das pessoas, eu fugia do assunto, porque já estava cansada de falar sobre sujeira e falta de amor. Não há compaixão, não há ajuda, não há nada. Completamente incapazes de saber alguma coisa sobre isso. E eu também, queria ser incapaz e não queria conhecer algo sobre os demais, porque assim estaria me conhecendo e me sentir suja demais, vazia demais e perdida demais, não fazia parte dos meus planos. Mas é, nem tudo é como se espera, nem tudo é como se quer. Mesmo sem querer, eu conheci as pessoas e por isso, não queria aceitar ser igual. Não cometeria todos aqueles erros e nem falaria todas aquelas palavras sujas que machucam, cortam feito uma faca. Não falaria nada daquele tipo que pudesse machucar outra pessoa, mas não. Eu era assim. E ainda pior. Não pensava na força que tinha uma palavra, nem o quão esta, era muito pior do que qualquer tapa. Desculpa, por eu ser igual, por eu merecer mesmo ser assim. Desculpa por... nada. Ou por tudo. Não conhecia o poder do que eu falava, não conhecia a força e nem me importava com isso mesmo. Mas palavras machucam, derrubam, desacreditam e mudam, tudo. Deixa-nos noites sem dormir, não dá nem vontade de sonhar, de pensar, de lembrar. Elas doem, remoem e repassam por seu pensamento várias vezes e não há remédio que cure. Eu pensaria nelas o dia todo. Desculpa Gabi, por ter te decepcionado imensamente outra vez e por ter deixado você assim. Tão com medo de ser igual demais. Mas você é. E por me machucar com minhas próprias palavras e saber que estas, também machucavam os outros, eu não queria mais falar, não queria mais escrever e não queria mais... machucar. Nem com tapas e muito menos, com minhas palavras, vazias e sem nexo.

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